quarta-feira, 11 de março de 2009

SER * NÃO SER


Na minha última aula de filosofia antiga, pensamos sobre o ser e o não ser. Foi um reboliço. Houve muitra dificuldade em compreender, pois temos muitas referências para atingir essa proposta. Principalmente por esta teoria ter sido criado para um entendimento intelectual e não criar formas concretas para o dia a dia.
Persênides criou essa teoria, que é uma verdade. E ensinou o seguinte: o âmago inabalável da verdade é este: o ser é, o não-ser não é.
Vou tentar explicar:
Imagine o vazio, o vácuo. Lá não existe absolutamente nada. É um espaço oco, sem forma, sem nada. Imediatamente imaginamos que este é o não-ser. ERRADO. No momento em que pensamos em algo, esse algo passa a existir e é um ser.
O Não-Ser é tudo aquilo que ainda não foi pensado, feito, praticado ou seja é o que ainda não existe.
Digamos que gora sejam meio dia e em meia hora você lembre que precisa terminar de ler um livro. Até meio dia e meia essa lembrança não existe, então ela é um Não-Ser. Às 12h30 do relógio vem a lembrança do livro e essa lembrança, esse ato se torna um ser.
Ainda bem que estou no rol dos seres. Tento imaginar como deve ser o Não-Ser. Frio, obscuro e insensível mundo o Não-Ser. Mas podemos ser convalescentes: o Não-Ser é o espaço ideal para as criações, as idéias e as correntes positivistas.
Nada. Abre-se uma porta. Prazer, o mundo!

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