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domingo, 17 de outubro de 2010

CCC - Não deixem de se inscrever; Não deixem de assistir.

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Postado por Dona Cena Cia de Investigação Teatral às 20:01 Nenhum comentário:
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Dona Cena Cia de Investigação Teatral
Rio, Rio, Brazil
A vida contemplativa só tem significância quando é praticada. O teatro só tem significância quando os atores dão vida à cena. CCC é para quem acredita no teatro vivo! http://donacena.blogspot.com/ DONA.CENA@HOTMAIL.COM
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Do documentário "Olhos Azuis" - que aborda o holocausto

Condenaram judeus, como eu não sou judeu, nada fiz.
Condenaram os homossexuais, como eu não sou , nada fiz.
Condenaram os ciganos, como eu não sou , nada fiz.
(...)
Hoje me condenam e eu não tenho ninguém para me defender.

* * *

Aquele que se diz bom e nada faz,
dá permissão para que o preconceito cumine.



Do um episódio do programa "Destino:Moda" do People & Arts

As minhas roupas são para mulheres que cansaram de usar preto, que se cansaram de ser invisíveis.



Um dia fui um ser mitológico?

Eu sempre tive muitos sonhos e eu estou atrás até hoje. Mas durante muitos anos fiquei nas nuvens rindo do mundo aqui debaixo. Hoje, com os pés no chão, olho pro alto e quero conquistar apenas uma, uma estrela e dela fazer par. Um dia quero brincar de novo nos céus.



Minha projeção de vida: Ser GRANDE. Isso deve ser coisa de Júpiter. Sou sagitário, então... Não quero dizer GRANDE aos olhos distraídos. Quer ser GRANDE aos olhos atentos. Serei esse ser que me construo e me dá prazer em ser. Adoro mitologias, mesmo que aprendendo em filosofia - por alguns pensadores - o distanciamento do mito. Sim, vou sê-lo. Não, não fazer parte da mitologia, mas posso ser sim um mito, pelo mesmo para mim mesmo.

A CASA ONDE MORA A LUA

parte do romance de minha autoria
No interior da Igreja. No breu da Igreja. Está lá. A moradora maior: Nossa Senhora da Aparecida de coroa nova. Fechada numa caixa de vidro. Engaiolada. Claustrofóbica. Era necessário manter a segurança da coroa de ouro cravejada de diamantes. Mas a imagem dorme só. Igualmente aos mendigos pela escadaria de flores. Mas eles são acariciados pelo vento cortejante, que de tão leve não agüenta coroa e nem consegue ser preso.

O vento não precisa de coroa.

PONTOS DE PARTIDA

parte da peça de minha autoria
Homem – (Permanece na cama aos prantos). Eu quero a minha mulher de volta! (Se levanta e indo a direção porta, pisa numa poça de urina. Abaixa-se e toca no líquido e sente seu cheiro). Ela ficou nervosa... Por que ela é assim, meu Deus? (Pausa) Acabamos nos envolvendo nesse jogo sem nexo. Eu me propus a realizar as suas alucinações, mas ela está exagerando. Ela está fugindo totalmente do sentimento. Eu tento entender seus medos, mas não sou tão forte assim. (Pausa) Quero falar o seu nome e não posso! Eu quero enxergar as estrelas que lhe dei, mas ela está apagando uma a uma. Eu quero a minha vida ridícula de antes!

A LOUCA?

parte da peça de minha autoria
D.Maria I(entra com limpando um bacalhau com o seu lenço de seda. Conversa com ele com intimidade) Sabe, sinto que estão tramando contra mim. Querem me tirar daqui, ô gajo! E o pior, é que muitas vezes nem sei onde estou! Mas sei onde é o Brasil. É num lugar cheio de mato e cobra e é calor a dar nos paus! Longe da porra! Mas até admito que posso ranger os dentes de noite. Mas vá lá, não pode ser vermes? Mas não, é mais fácil falar que uma velha é maluca por que ela anda a noite toda do que perguntar se ela tem incontinência urinária... Não é verdade? Sinto faltas, não sabe? Perdi meu marido há alguns anos... Sinto faltas, não sabe? Ainda bem que estás aqui comigo essa noite. É como dizem, o bacalhau é o melhor amigo de um português.

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NA VEIA

parte da peça de minha autoria
Frederico - (Anda veloz) O que eu preciso fazer, Deus? Olhe para mim e tenha piedade. Me sinto totalmente um nada. (Longa Pausa) Mas eu sou um nada. (Pausa) O que eu estou fazendo aqui? (Pausa) Quem me deu o direito de estar aqui? Não deveria estar em algum campo cósmico? Não deveria estar aprendendo o que fiz de errado para melhorar numa próxima encarnação? Ou já estou vivendo algum tipo de encanação? Esse é o meu castigo? (Longa pausa) Então, esse é o meu castigo? (Pausa) Não tem reencarnação nenhuma e vou ficar vagando como um fantasma? (Pausa) Eu não tinha pensado nisso. Eu sou um fantasma. Mas nas histórias os fantasmas são diferentes. Eles assombram as casas e assustam as pessoas. As pessoas vêem os fantasmas. Como as pessoas vêem os fantasmas? (Pausa) Como? (Ele começa a fazer sons apavorantes assim como nos filmes ou desenhos animados) É assim que devo me comportar? (Faz os mesmos sons gesticulando. Entra Helenice. Olha a sala, como se tivesse ouvido algo e sai) Isso é ridículo! (Pausa) Ela me ouviu? (Pausa) Helenice, eu te amo. Eu te amo, ouviu bem? Eu te amo... (Helenice volta à sala trazendo a vassoura, o balde e o pano e liga o som).
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