sexta-feira, 13 de março de 2009

mEu MuNdO


Caramba! É isso todo o dia de segunda a sexta. Bem, são duas realidades: pela manhã, que beleza!, vou sentadinho no canto. Fico sentado no banco atrás do banco alto, com isso consigo colocar minhas pernas mais pro alto, encosto a minha cabeça para trás, abraço minha bolsa e durmo, durmo mesmo. Sempre acordo próximo à saída da linha amarela, no meio do twister, tudo parado, um inferno! Atravesso mil pistas, driblando os carros, motos E bicicletas (Não imaginam quando está chovendo). Ando meia hora de pista dentro da própria empresa até chegar ao elevador e entrar a minha seção. Tá... Trabalho... Trabalho... Almoço... Trabalho... Trabalho... E mais Trabalho... Trabalho... Vou-me embora. Agora é a melhor parte. Você vê todas aquelas mil pistas intransitáveis. Nada se move. Há uma respiração única, senão nem respirar se consegue. Se isso não fosse o bastante essa realidade cruel, chega a hora de pegar o ônibus. É bem isso mesmo, pegar um ônibus significa acariciá-lo pelo lado de fora, afinal estão todos eles parados, mas impossíveis de entrar. Elementar, meu caro leitor, não há espaço dentro dos ônibus. Não entendo o motivo de constar os limites de passageiros sentados (o que é bem tranquilo de controlar) e de passageiros em pé (quanto a esse ponto, as leis da física são desafiadas todas as noites). Você fica mais de meia hora esperando em pé no ponto de ônibus pensando, analisando, refletindo se se aperta mais um dia ou vai esperando - aí mora o grande senso de esperança dos brasileiros - um ônibus menos cheio, é por que vazio ou de uma forma normal com lugar para sentar como deveria ser, era impossível. O seu corpo implode de ódio. Você não vê saída. É a fórmula para começar a ter síndrome do pânico. Imagine eu que já a tenho. Se eu pudesse, nesse único momento, preferiria não ter nascido, pois não vejo alternativas.... E quando vou para a faculdade que é em Madureira - ESQUECE! Ou eu poderia abrir bem a minha boca e ia me engolindo bem devagar ou desenvolveria através do meu psicomatismo asas e voaria para bem longe e esqueceria definitamente onde é a Barra da Tijuca. Não tem jeito, ou é entrar nesses comboios do inferno ou ficar mais de uma hora e meia esperando. Pronto, entrar no ônibus. É fantástico como me surpreendendo de perceber como o corpo é elástico. Tenho que fazer malabarismos para chegar até a roleta e um super herói para ultrapassar a roleta e me instalar no meio do chiqueiro. É chiqueiro sim! O cheiro das pessoas... Um horror. É cheiro de cabeça, de mau hálito, roupa mal lavada, cheiro de roupa lavada com sabão em barra e não secou bem, chulé, creme de cabelo, minâncora, leite de rosas que é como um diabo verde, cheiro de suor, de pele, sei lá... e lógico, o hours concours cecê ou cheiro de baixo do braço ou suvaqueira ou axila podre... Pela manhã isso acontece com certeza, mas de manhã eu me livro dessa parte, mas de noite, a maldição é dobrada. Não só isso, manter os pés no chão e suportar essa dor, além dos braços pendurados. Se segurou em alguma parte nunca mais tire os dedos, senão... Ah, e medite, medite, medite para suportar toda essa pressão e nem conseguir ver o ônibus avanaçar muito. Meditar, pois ficará nesse curral umas duas horas. Mas muitas vezes eu não passo pela roleta, fico quase na porta mesmo. Há vantagens e desvantagens. Desvantagens: você é sarrado por todas as espécies de pessoas. Tenho que jogar a bolsa para frente e suportar um milhão de pessoas que farão de tudo para entrar naquele ônibus que já tem um milhão de pessoas. Mas tem uma vantagem, não precisa se esforçar para meditar, pois na entrada é onde fica a trocadora e TODA a trocadora tem uma amiga que trabalha na Barra voltando para casa. E quando não tem ou ela não quis entrar, puxa assunto com todo mundo. Ou inicia com o motorista. No final, a gente ri a balde e só dessa forma você cionsegue driblar o tempo perdendo tempo de vida com humor. Só o humor salva as coisas. Ao sair desse ônibus, só falta ser passado por um ferro bem quente, pois molhado e centrifugado você já está. Eu sempre saio assim. Alguém falou em Cidade Maravilhosa????

Um comentário:

  1. Nossa me vi em algumas cenas descritas!
    Isso acontece em toda grande cidade né?
    Belo Horizonte é uma nos horarios de pico as coisas ficam complicadas, mas olhando bem agente reclama, mas se formos comparar, tem cidades que o caos é pior!
    Felizmente comigo isso tem acontecido apenos por 10, 15 minutos, pois estou trabalalhando pertinho de casa! Mas eu, como um ser que pensa a cidade, fico triste de ver que Belo Horizonte só tem mais 10 anos de mini-caos para depois atingir esses patamares de outras grandes!! Espero que seja recorrente os dias em que fica perto das trocadoras!
    Seu blog é otimo!
    Agora sou frequentador assíduo!
    Luiz

    ResponderExcluir