segunda-feira, 3 de maio de 2010

Gypsy - O Musical
















Bem, creio ser incontestável o talento dessa dupla que mudou o cenário teatral do Rio de Janeiro, principalmente, Claudio Botelho e Charles Moeller. Os espetáculos apresentados por eles são de qualidade internacional, porém aquele "negócio" que só os brasileiros têm, que é uma espécie de mistura de força de querer fazer bem, com luz divina e muito tesão com direito a gargalhadas e boas cervejas, ou seja tudo muito perfeito.

O meu preferido musical deles até hoje é 7 - O Musical. Noviça Rebelde é um mimo para mim (tenho todas as músicas no meu celular). Gypsy?

Assisti ao ensaio aberto no dia 16 de abril. Ora, deveria ser um ensaio praticamente sem qualquer tipo de deslize, afinal uma grande produção. Não houve deslize? Sim, houve, mas nada que não pudesse passar sem afetar o todo, e olha que eu sou hiper crítico e chato. Se eu vou assistir a um filme no cinema e consigo ver o microfone no alto da tela, tchau, perdeu a credibilidade, e por aí vai.

O primeiro ato é mais frio. Totia se reservou mais ao cantar, embora com muito brilho. A passagem de tempo entre as meninas e meninos crianças para adultos foi algo surpreendente e o melhor, uma solução mais que simples e que funcionou muito bem, levando o público a aplaudir copiosamente.

O segundo ato marca o espetáculo como um grande momento teatral. Totia emociona até os cabelos que nem enxergamos. Está no auge de uma carreira brilhante e intocável. Parabéns, parabéns, parabéns. Esse ato é mais vibrante pela mudança de Louise para Gypsy Rose Lee, o que faz quebrar um ritmo de shows de variedades, familia que batalha seu lugar ao sol e uma mãe e mulher ativa. Quando nasce Gypsy, Mama Rose perde o controle, mas seu final a consagra uma estrela. Mas os sentimentos se partem nesse ato, dores são expostas e nada fica tão bonito de se ver. O sonho de criar uma estrela, embora atingido, as relações são mais realistas e distanciadas.

Volto a repetir, Totia brilha!

Adriana Garambone faz a sua parte, mas ainda não emociona. Creio que essa função se dará no decorrer da temporada.

Eduardo Galvão cantou mal, parecia estar com problemas de voz.

O restante do elenco faz adequadamente seus papéis.
Com destaque para André Torquato (Tulsa), que faz um show a parte, antes de fugir com a June (Renata Ricci);
como também Patricia Scott Bueno, a hilária secretária;
como também para a incrível (verdadeiramente levantou todas as cenas que participava e com certeza ficamos com vontade de vê-la muito mais, sensacional) Liane Maya.

Pontos que eu não gostei muito:
- A June menina, sei que é proposital a sua chatice, mas ela perde facilmente o riso, ficando com a boca quadrada, o que me fez acreditar numa baita forçação de se manter sorrindo enquanto dançava sem parar. Sei que é uma menina, mas...

- O americanismo demasiado. OK! Sei que não tem como fugir, o espetáculo é baseado num momento americano e uma ode ao americanos (show de variedades, CRUZES!!!). Mas isso é meu mesmo, mas não podia deixar de mencionar.


O espetáculo parece um filme americano. Às vezes, as próprias interpretações tinham traços de filmes americanos antigos.

Vejam. É preciso assistir.

Um comentário:

  1. Sei que podem me achar um E.T., mas achei essa peça muito chata! Fui esperando um verdadeiro espetáculo tal como O Despertar da Primavera e me deparei com umas músicas chatas e sequências de dar sono. Não precisa enteder de dança alguma pra saber que aqueles sapateados estavam sem a mínima criatividade. Durante a peça, me detive a apenas assistí-la, esperando acabar. Infelizmente, pq fui achando que ia ser "A" peça. Ao contrário do amigo, uma das poucas coisas que gostei, foi a atuação da atriz que faz a June ainda criança. Totalmente à vontade em cena...e acho que o riso era pra ser forçado mesmo...

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